quarta-feira, 15 de junho de 2016

Odeio odiar-te...

Odeio odiar-te...

queria ignorar-te com todas as minhas forças. Queria que fosse simples e fácil. Será que algum dia vais perceber todo o mal que fizeste? Será que algum dia irás perceber que eu, pelo contrário, nunca nenhum mal te fiz...?

Eu sei que tu achas que sim, e por isso me chamaste (ou chamas, não sei) puta, cabra, gorda, horrível, cornuda e mais um conjunto de coisas que já nem sei repetir... mas pensa lá: fiz-te realmente alguma coisa? Apenas amei e amo alguém livre que achavas estar agarrado a ti (mas que há tanto tempo não estava). Contas sempre uma história que não existiu... E tu, mesmo depois de dizeres "amo-te" a outra pessoa, ainda por muito tempo continuaste a atazanar-me o dia a dia.

Sei que já não o fazes, mas ainda te vejo... e não quero! Odeio-te por todo o mal que fizeste. Porque por tua causa, passei por coisas que nunca imaginei passar. Porque por tua causa senti vergonha! E estamos a falar de uma pessoa que dança na rua e faz as maiores figuras de parva... no entanto, contigo senti vergonha. Com todas as letras!

Sei perfeitamente que não te consigo ignorar por nunca te ter feito nada como me fizeste a mim. Por não me ter defendido naquele dia. Por saber do que sou capaz e, pelo meu amor, não ter feito nada. Sim... ainda aguardo o dia em que me dirás alguma coisa. Porque acredita, arrumo-te com palavras com a mesma facilidade que arrumar-te-ia com a força.

Por favor, ajuda-me a ignorar-te... ajuda-me a esquecer-te... Perdoar, nunca o farei!